Afinal, o que é o sistema Sprinkler? Descubra aqui! - Previnsa - Soluções em Segurança do Trabalho
Capacitação

Afinal, o que é o sistema Sprinkler? Descubra aqui!

prevenção de incêndios deve figurar entre as principais preocupações de um ambiente corporativo. Cuidar para que o fogo não se propague é uma forma de proteger o capital humano e o patrimônio do empreendimento, além de ser fundamental às questões de segurança. Para prevenir essas ocorrências, o sistema Sprinkler é muito útil.

Composto por equipamentos de funcionamento específico, ele é de grande auxílio no combate a incêndios — especialmente os empresariais. Mas, para aproveitar o melhor desse item, é preciso conhecê-lo.

Quer descobrir o que é o sistema Sprinkler e tudo o que é mais importante sobre tal equipamento? Continue a leitura!

O que é e como surgiu o sistema Sprinkler?

Basicamente, o Sprinkler é utilizado para extinguir o fogo em determinada área. Ele funciona como um pequeno chuveiro grudado ao teto, que libera a água necessária para apagar o fogo em certo ponto e controla possíveis acidentes ou emergências.

Embora a tecnologia pareça bastante avançada, a história é antiga. No século 15, Leonardo Da Vinci já havia inventado um sistema de Sprinkler inicial. Seu primeiro uso não foi bem-sucedido, pois levou a uma queda d’água maior do que o desejado.

Em 1723, Ambrose Godfrey criou o primeiro sistema automático. Contudo, foi William Congreve que o patenteou, em 1812, após fazer a instalação em um teatro.

O Sprinkler utilizado atualmente surgiu em 1881, já que Frederick Grinnell aprimorou seu design. Nos anos seguintes, ele consagrou-se em prédios comerciais e, depois, em residências de vários tipos e tamanhos.

Funcionamento

O sistema de Sprinkler é formado por um bulbo metálico conectado ao teto e a um elemento de alta pressão na parte hidráulica. O funcionamento acontece graças à temperatura, que faz com que o líquido se expanda em uma cápsula, a qual funciona como lacre.

Uma vez que a cápsula é rompida, a água é liberada. Contudo, o formato do bulbo e a atuação do sistema fazem com que ela não caia linearmente. Em vez disso, há uma dispersão do líquido, de modo a haver a cobertura de uma área de até 16 metros quadrados.

A operação de cada bulbo é independente e nenhuma está ligada à atuação humana. Como ele é automático, a sensibilidade ao calor já é o suficiente para fazer o disparo do líquido na região coberta.

Quais são os tipos disponíveis?

Na hora de montar um sistema Sprinkler, é possível recorrer a inúmeras opções de equipamentos. Tais possibilidades surgem para atender a variadas necessidades e exigências, de modo a garantir a máxima proteção contra incêndios. Entre os tipos e as principais diferenças, estão:

Tipo de acionamento

O sistema Sprinkler de tubulação molhada é o mais famoso e utilizado. Nele, a água é mantida pressurizada nas tubulações e liberada logo que o tubo é rompido pela temperatura. Com isso, o tempo de resposta é mínimo e há maior confiabilidade.

Já em lugares frios e outros pontos, a tubulação seca é utilizada. Em vez de água, há ar pressurizado — e a água fica mantida em uma área protegida.

Quando ocorre o acionamento do bulbo, a água entra no cano e é liberada. Embora seja útil para evitar o congelamento, essa opção tem um tempo mais amplo de resposta e, portanto, que permite maior propagação do fogo.

Na alternativa pré-ação, a água fica protegida em um compartimento, como na tubulação seca. A válvula que mantém o líquido isolado é chamada de pré-ação e está conectada a um mecanismo de detecção mais refinado. Ela é ideal para áreas suscetíveis ao acionamento acidental e/ou que devem evitar falhas, como um data center.

Enquanto isso, o sistema dilúvio tira a autonomia dos Sprinklers e faz com que todos sejam acionados ao mesmo tempo. Trata-se de uma escolha ideal para áreas em que há receios quanto à propagação rápida do fogo.

Temperatura de ativação

Outro elemento de diferenciação dos Sprinklers é a temperatura de ativação. A faixa mais comum é de 68 a 141°C. Cada temperatura tem um bulbo com uma cor diferente.

Essa faixa de valores é útil porque certos ambientes são mais quentes do que outros, mas nem sempre isso significa que há um incêndio. Se a temperatura de disparo é maior, cresce a “tolerância” para a ativação do conjunto.

Aspersão de água

A forma como a água é expelida também oscila. O sistema operacional de maior uso é o spray de água, mas ainda há a névoa de água e a liberação de espuma.

Outros modelos variam com a temperatura e o funcionamento. Os Sprinklers in rack, por exemplo, formam uma espécie de escudo, que evita o resfriamento gerado pela água de outros. Como resultado, o tempo de atividade é ampliado.

Já os sidewall são ideais para as paredes laterais, enquanto os de cobertura estendida conseguem atingir uma área maior.

Por que tal sistema é importante?

Acima de tudo, um sistema Sprinkler é fundamental para impedir a propagação rápida de um incêndio. Como é ativado automaticamente, sem depender da atuação humana, o tempo de resposta é menor e mais eficiente. Com isso, há um nível maior de segurança.

Outro aspecto importante é que a instalação tem um ótimo custo-benefício. Uma vez em funcionamento, o Sprinkler exige pouca manutenção e oferece grande segurança. Ele também evita prejuízos e fatalidades, de modo a reduzir impactos no empreendimento e na equipe. É, portanto, indispensável para a segurança do trabalho.

O que deve ser observado de acordo com a norma?

Para garantir a eficiência, o sistema Sprinkler tem que atender às normas técnicas. Desse modo, há o máximo de segurança e de atuação, conforme o esperado — e a NBR 10897:2014 é a principal sobre o tema. Ela trata sobre recursos de proteção contra incêndios e o uso de Sprinklers.

Algumas questões incluem, por exemplo, os requisitos de sistema, como o uso de materiais de qualidade e reconhecidos. Também é preciso fazer o cálculo da temperatura de disparo e da área mínima e máxima de cobertura de cada bulbo. Igualmente, é necessário projetar o espaçamento entre itens e a vazão de água, de acordo com o risco.

Para completar, há questões relacionadas à obstrução de descarga de água e aos métodos de cálculo e instalação. Acima de tudo, é fundamental recorrer a equipamentos identificados e, assim, evitar problemas no futuro.

Ao reconhecer esses aspectos do sistema Sprinkler, fica fácil aproveitá-lo ao máximo. Como consequência, o negócio ganha proteção e as chances de haver incêndios de grandes proporções são reduzidas.

E então? Nosso artigo foi útil para você? Caso ainda tenha alguma dúvida sobre o tema, deixe um comentário!

Você pode gostar
Quais são os equipamentos de proteção coletiva?
Veja 6 dicas essenciais sobre como reduzir o FAP na sua empresa

Deixe seu comentário

Seu Comentário*

Seu Nome*
Seu Site

Share This